O capitalismo na era digital e as perguntas que o marxismo precisa enfrentar

Imagine que chegou a hora de contar uma nova história do mundo. A velha, a do aço, das fábricas fumegantes e do ouro negro que moveu impérios, ficou no passado. É preciso, agora, um novo mito fundador, uma nova promessa de expansão infinita. E então, quase como quem tenta devolver algum ânimo a uma conversa já meio tediosa e previsível, alguém solta a frase: “os dados são o novo petróleo”. A fórmula é perfeita! Ela aciona no imaginário coletivo uma espécie de “saudade de momentos que ainda não vivi” — como já diria a banda Fresno — , uma nostalgia antecipada de um capitalismo que “agora vai”. Claro, porque, se antes os recursos eram escassos, agora parecem infinitos, não é mesmo? Ocorre que essa analogia não poderia ser mais enganosa, pois, se o petróleo foi o “sangue” de um corpo industrial cuja dinâmica central era a criação de valor a partir da exploração do trabalho humano, os dados assinalam uma tendência inversa: são como o “fantasma” que assombra um sistema que, à medida que desenvolve suas forças produtivas, esvazia a própria base material de sua valorização.
Este texto parte, portanto, dessa contradição: por que, no ápice de sua crise silenciosa, o capitalismo insiste em nos vender a ideia de que está no curso de sua mais promissora revolução?
O DrumWave
Se você transita pelos circuitos progressistas e de esquerda que debatem tecnologia e soberania digital, provavelmente já ouviu alguma afirmação do tipo “estamos vivendo uma mudança das forças produtivas”, principalmente quando o assunto “Inteligência Artificial” é trazido à mesa. Diante disso, eu, marxista de formação — não pela academia, mas pelas organizações políticas das quais fiz parte — , não consigo evitar revisitar várias vezes e sem resposta a seguinte pergunta: o que acontece quando a realidade parece não caber mais dentro das categorias com as quais convencionamos explicá-la? Mesmo sabendo que tenho um certo apego às minúcias conceituais, essa questão não me soa como simples preciosismo epistemológico, mas como o cerne de um problema teórico que a ascensão da chamada “economia dos dados” impõe ao pensamento crítico contemporâneo, em especial à teoria do valor marxista.
Para dar concretude ao problema que atravessa este texto, um bom ponto de partida é analisar a proliferação de propostas como a DrumWave, que prometem transformar nossos rastros digitais em ativos negociáveis. Elas nos colocam diante de uma escolha teórica incômoda: ou tentamos encaixar os dados nas categorias clássicas da crítica da economia política, ou reconhecemos que talvez estejamos diante de algo que essas categorias não conseguem nomear por completo.
Tive meu primeiro contato com o projeto da DrumWave através deste texto do Outras Palavras. O texto é resultado do trabalho coletivo dos pesquisadores da ELA-IA e o alerta era claro desde o início: não se trata de mais uma fintech ou um aplicativo, é uma proposta de arquitetura que vislumbra uma nova economia. A ideia central ali é transformar dados pessoais em um novo tipo de ativo econômico: a empresa não pensa em dados apenas como algo a ser protegido por lei, mas como base para um ecossistema integrado, reunindo desde informações financeiras e de consumo até dados de saúde e, potencialmente, governamentais.
Na prática, esse modelo prevê carteiras digitais de dados, sistemas de pontuação individual e mecanismos de interoperabilidade técnica que conectam cidadãos, bancos, plataformas e o Estado. A promessa, apresentada desta forma para alguém ligeiramente desavisado, soa atraente: cada pessoa poderia, em tese, “participar da riqueza” gerada por seus próprios rastros digitais, transformando sua vida online em uma espécie de poupança ou fonte de renda complementar. É interessante que a linguagem usada, inclusive, é a mesma de sempre, a do “empoderamento individual”, da soberania sobre as próprias informações e de uma economia de dados mais justa e inclusiva para aqueles que até agora só foram “chupinhados” por ela.
Porém, como o texto que citei mostra, por trás dessa narrativa há um projeto muito mais complexo e problemático, uma vez que, justamente, a monetização dos dados não é simétrica. Embora os indivíduos apareçam no discurso como “proprietários” formais de suas informações, quem realmente concentra poder e valor são os atores que controlam a infraestrutura tecnológica, os algoritmos de processamento, os padrões de interoperabilidade e as regras de circulação. Em outras palavras, o cidadão pode receber algumas migalhas pela venda de seus próprios dados, mas o núcleo econômico do sistema continua a se estruturar a partir de posições rentistas e monopolistas que são sustentadas pela capacidade de classificar, prever e governar comportamentos futuros.
Além disso, o modelo depende de forte apoio institucional e isso é central para a crítica. A constante referência ao modelo chinês por parte dos arquitetos desta agenda — que vai desde a startup DrumWave até os tecnocratas do Banco Central e demais entusiastas “futuristas” do setor — não parte de um alinhamento ideológico com o modelo chinês, mas de uma ambição estritamente pragmática e,no mínimo, bastante desatenta. Isso porque esse projeto é especialmente sedutor para uma economia dependente como a nossa, visto que dá a sensação de que, diante da incapacidade de competir na produção de tecnologia de ponta, o Brasil poderia ter sua vantagem justamente na gestão estratégica do seu ativo mais abundante: os dados gerados por sua população. A contradição apontada pelos pesquisadores do ELA-IA, porém, nasce desse mesmo entrave. Enquanto a China constrói sua infraestrutura digital sobre uma base tecnológica soberana, o Brasil importa os componentes críticos (como padrões, algoritmos, nuvens e patentes definidos por atores estrangeiros), e o resultado é que copia-se a forma da governança estatal centralizada, mas entrega-se seu núcleo técnico e produtivo ao mercado global.
No entanto, de uma perspectiva marxista, o problema é ainda mais profundo e vai além dessa dependência. A própria concepção de “soberania digital” em disputa nesse tipo de discurso é uma miragem. Mesmo na versão idealizada de um Estado que detivesse pleno controle tecnológico, o horizonte não seria a emancipação, mas a estatização da lógica extrativista. Assim, o que se promete como “soberania” é, na realidade, a capacidade do Estado de se tornar o gestor supremo de um novo regime de acumulação, organizando e legitimando a financeirização da vida e a conversão da experiência humana em insumo para algoritmos de previsão e controle.
A disputa, portanto, não é entre soberania nacional e domínio estrangeiro; é entre diferentes configurações de um mesmo capitalismo de vigilância. Nesse sentido, inclusive, o projeto brasileiro arrisca ser a pior delas: uma soberania de fachada para uma dependência de substância, onde o Estado opera a interface de um sistema cujo valor e lógica última de funcionamento escapam não apenas ao seu controle, mas a qualquer projeto de autonomia coletiva.
Alguns questionamentos marxistas sobre a dita “economia de dados”
“Dados são o novo lastro de valor”, afirma o CEO da DrumWave.
A gente não deve engolir esse tipo de afirmação como se fosse só mais um delirante slogan de marketing do Vale do Silício. Seria fácil demais dizer algo como “isso aí é balela de tech bro”, mas penso que o buraco é um pouco mais embaixo. No entanto, esse tipo de formulação coloca um problema mais profundo, pois ela tensiona diretamente os pressupostos da crítica da economia política marxista, especialmente no que diz respeito à teoria do valor, à centralidade do trabalho e às formas contemporâneas de acumulação. O desafio, portanto, não é aceitar tal afirmação em seus próprios termos, mas levá-la a sério enquanto sintoma de transformações reais na dinâmica do capital — transformações que exigem do marxismo não uma renúncia às suas categorias fundamentais, mas uma disposição ao pensamento especulativo radical.
Grande parte das análises críticas atuais sobre a chamada “economia de dados” permanece presa a leituras fenomenológicas, centradas na monetização da atenção, no “usuário como produto” ou na vigilância como escândalo moral. Embora politicamente mobilizadoras, essas leituras tendem a operar na superfície do fenômeno, descrevendo seus efeitos mais visíveis sem alcançar sua inserção estrutural na dinâmica da acumulação capitalista. E, se no limite o que digo aqui é que são rasas, não parto de um desejo de atacar meus colegas de militância que partem de tais leituras, mas de evidenciar a insuficiência delas para lidarmos com o problema que temos nas mãos hoje. Ao tomar os dados apenas como um novo objeto de exploração, corre-se o risco de perder de vista a questão mais decisiva para nossa atuação: qual é o estatuto econômico dos dados dentro do capitalismo contemporâneo e o que sua centralidade revela sobre os limites históricos do próprio capital?
A consolidação do capitalismo em sua chamada “era digital” recoloca aos marxistas um conjunto de perguntas que não são apenas empiricamente novas, mas teoricamente desestabilizadoras. Não se trata de atualizar categorias clássicas de maneira “cosmética”, nem de declarar a obsolescência destas diante da emergência de plataformas, inteligência artificial ou mercados de dados, mas o problema central é compreender como essas formas técnicas se inscrevem na lógica histórica do capitalismo, como reorganizam as relações entre trabalho vivo, capital e Estado, e como operam em um contexto marcado pela financeirização, pela plataformização e por uma crise estrutural prolongada da valorização.
A primeira grande questão diz respeito à natureza dos dados. Dados são mercadoria? São capital fictício? São uma nova forma de renda? Ou constituem, de maneira mais provisória, um elemento que passa a operar funcionalmente como condição geral da acumulação, isto é, não por produzir valor diretamente, mas por reorganizar o espaço, o tempo de circulação e a escala dos processos produtivos? Cada uma dessas hipóteses carrega implicações teóricas distintas, e nenhuma delas pode ser assumida sem gerar fricções internas com a própria teoria do valor marxista.
Se definirmos dados como mercadoria, somos imediatamente confrontados com um problema clássico: mercadorias, em Marx, são produtos do trabalho humano destinados à troca, cujo valor é determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção. No entanto, dados são produzidos de maneira profundamente heterogênea, difusa e muitas vezes não intencional. Eles emergem de atividades cotidianas, de interações sociais, de deslocamentos urbanos, de práticas comunicativas que não se apresentam, nem juridicamente nem subjetivamente, como trabalho. Defini-los como mercadoria exige, portanto, ou uma ampliação radical do conceito de trabalho (correndo o risco de dissolvê-lo) ou a aceitação de uma mercadoria cujo valor não pode ser mensurado nos termos clássicos do tempo de trabalho. Ambas as alternativas colocam tensões sérias para a teoria do valor.
Por outro lado, se recusarmos a definição de dados como mercadoria stricto sensu, somos levados a concebê-los não como portadores diretos de valor, mas como condições da valorização. Nessa chave analítica, os dados se aproximam menos de meios de produção no sentido clássico e mais de insumos estratégicos, cuja especificidade reside no fato de não serem consumidos no processo produtivo, mas continuamente reutilizados, acumulados e refinados (onde o paralelo mais sólido dentro do marxismo seria talvez com o conhecimento científico incorporado ao processo produtivo). Embora não gerem valor autonomamente, esses insumos exercem funções organizadoras típicas dos meios de produção, pois intensificam a exploração do trabalho, reduzem tempos de circulação, ampliam a produtividade e reforçam a capacidade de coordenação e controle do capital sobre processos sociais complexos. Essa leitura preserva a centralidade do trabalho vivo na produção de valor, mas levanta uma hipótese: se o capital passa a depender crescentemente de insumos cuja produção não se organiza plenamente sob a forma do trabalho assalariado, isso não indicaria um deslocamento histórico nas formas de extração da mais-valia, ainda que não em sua base fundamental?
Uma terceira hipótese recorrente é a de que os dados funcionariam como capital fictício. Essa leitura parte do fato de que o valor econômico atribuído aos dados se manifesta sobretudo sob a forma de expectativas futuras de rentabilidade, incorporadas em avaliações financeiras, ações, derivativos, fluxos de investimento, etc. E até faz sentido, quando estamos diante do fato de que plataformas valem não pelo que produzem hoje, mas pelo que prometem extrair amanhã. No entanto, enquadrar os dados como capital fictício também apresenta limites. Em Marx, o capital fictício é uma forma derivada, parasitária, que antecipa valor futuro sem criá-lo. Se os dados fossem apenas isso, estaríamos diante de uma bolha especulativa permanente. Mas o capitalismo digital não se sustenta apenas na especulação: ele reorganiza efetivamente processos produtivos, cadeias logísticas, mercados de trabalho e formas de dominação. Reduzir os dados ao estatuto de capital fictício pode servir como um modo de obscurecer seu papel material na reorganização da acumulação.
Há ainda a hipótese de que os dados operem como renda, especialmente sob a forma de renda monopolista ou renda informacional. O controle exclusivo sobre grandes volumes de dados permitiria às plataformas extrair rendas pela simples posição estratégica que ocupam, independentemente da produção direta de valor. Essa leitura até dialoga com análises marxistas da renda da terra e da financeirização, mas levanta outra questão: se o capitalismo contemporâneo se apoia crescentemente em formas de renda, isso não indicaria um aprofundamento de sua crise de valorização?
O ponto aqui é que nenhuma dessas hipóteses parece plenamente satisfatória por si só e, talvez, o problema esteja menos em escolher uma categoria correta para abraçar e defender com unhas e dentes nos espaços políticos e na academia, e mais em reconhecer que os dados ocupam uma posição híbrida e instável no sistema atual, que expõe os limites internos das categorias clássicas quando confrontadas com um capitalismo em mutação. Nesse sentido, indo mais além, o debate sobre dados não é apenas “mais um entre os muitos debates que podemos fazer sobre tecnologia e luta de classes” mas, pelo contrário, toca justamente o núcleo da crítica da economia política.
Essas questões tornam-se ainda mais relevantes quando formuladas a partir do Sul Global, onde a posição geopolítica não é um mero detalhe, mas uma condição constitutiva da própria produção do conhecimento crítico. Para os marxistas situados nesse contexto, responder às perguntas colocadas anteriormente neste texto é especialmente urgente. A tradição marxista brasileira, marcada pela crítica à dependência, ao desenvolvimento desigual e à superexploração do trabalho, oferece instrumentos centrais para compreender como a centralidade contemporânea dos dados se articula a hierarquias globais persistentes. Nesse contexto, a questão não se reduz a indagar “o que são os dados?”, mas exige examinar quem os controla, onde são processados, quem se apropria de seus efeitos econômicos e como essas dinâmicas se inscrevem na divisão internacional do trabalho digital. Plataformas sediadas nos países centrais concentram a captura e o processamento de dados produzidos globalmente, incorporando atividades cotidianas a modelos de negócio baseados em publicidade, vigilância, predição e automação. Se essa dinâmica se consolidar, podemos estar diante de uma reconfiguração das formas de dependência estrutural, na qual países periféricos passam a ocupar posições subordinadas não apenas como fornecedores de trabalho barato, mas também como espaços privilegiados de extração de valor informacional para a acumulação nos centros.
Inclusive, isso nos leva ainda a outra questão: onde começa e onde termina o trabalho no capitalismo digital? A distinção clássica entre tempo de trabalho e tempo livre torna-se cada vez mais obscura. Se aceitarmos que a produção de dados depende de atividades sociais não remuneradas, então o capital amplia sua capacidade de extração sem expandir proporcionalmente o trabalho assalariado. Se essa tendência se aprofundar, podemos estar caminhando para um regime de acumulação no qual a exploração se desloca progressivamente da fábrica para a vida social como um todo. Se, por outro lado, insistirmos em preservar uma definição restrita de trabalho produtivo, corremos o risco de subestimar a magnitude da reorganização em curso.
A forma política do capitalismo digital também exige atenção, pois plataformas não são apenas empresas, mas são dispositivos privados de governança social, onde algoritmos regulam fluxos de informação, modulam comportamentos e produzem subjetividades compatíveis com a lógica da acumulação. Aqui, a questão não é se o Estado desaparece, mas como ele se rearticula. Se essa tendência se aprofundar, podemos estar diante de uma forma híbrida de poder, na qual soberania, mercado e técnica se entrelaçam de maneira inédita (algo que se manifesta, por exemplo, em discursos neoreacionários como os cunhados pelos bilionários tecnofascistas adeptos do Dark Gothic MAGA e “movimentos” afins), exigindo uma renovação da crítica marxista do Estado.
Os processos de degradação deliberada das plataformas — bem descritos por Cory Doctorow como “merdificação” (enshittification) — devem ser lidos à luz dessas transformações. A degradação não é um erro de gestão, mas uma resposta estrutural à saturação dos mercados e à pressão por rentabilidade. Se essa dinâmica persistir, podemos estar diante de um capitalismo cada vez menos interessado em produzir consenso e cada vez mais disposto a operar por coerção estrutural e ausência de alternativas reais.
Por fim, mas não menos importante, todas essas questões convergem para um problema central e estratégico para nós: que tipo de crítica e de prática política são possíveis diante do capitalismo digital? Como, acredito, bem defendi em um texto anterior que publiquei chamado “Ciberlibertarianismo e descentralização”: não há solução técnica para problemas sociais. Propostas de descentralização, “soberania digital” ou IA ética só terão sentido se articuladas a uma crítica das relações de classe, da propriedade e da acumulação. O desafio marxista, hoje, não é apenas interpretar o capitalismo digital, mas compreender em que medida ele revela os limites históricos do próprio capital.
Por mais tentador que seja negar o caráter capitalista das crises contemporâneas — atribuindo-as a uma suposta transição para algo como um “tecnofeudalismo”, por exemplo — , a chamada “economia de dados” não inaugura um novo modo de produção. Ao contrário, ela torna visíveis contradições antigas do capitalismo sob formas historicamente renovadas que devem ser compreendidas como expressões específicas de um capitalismo em crise, que busca prolongar sua reprodução expandindo e intensificando a exploração para dentro da vida social. Compreender essa dinâmica exige do marxismo um equilíbrio difícil, mas necessário: nem o dogmatismo que transforma suas categorias em fórmulas rígidas e intocáveis, incapazes de dialogar com a história em movimento, muito menos o abandono apressado dessas categorias que acaba por dissolver seu poder crítico. Exige, antes, um rigor analítico que sustente a abertura especulativa e possibilite análises acertadas acerca das relações sociais que organizam a exploração e a dominação.
Se você acredita na importância de pensar tecnologia como política, eu te convido a me apoiar, clicando no link abaixo. Qualquer contribuição já faz diferença e me dá tranquilidade para continuar pesquisando, escrevendo e mantendo esse espaço crítico vivo.
E, se não puder apoiar financeiramente, tudo bem: compartilhar, comentar, ler e discutir já é parte fundamental dessa caminhada. 💜
CLIQUE AQUI PARA CONTRIBUIR NO APOIA-SE
Quer receber minhas análises sobre plataformas digitais, redes sociais e os impactos políticos e culturais da tecnologia toda semana no seu e-mail?
Fontes:
Karl Marx — O Capital (Livros I, II e III).
Karl Marx — Grundrisse: Manuscritos econômicos de 1857–1858.
Nick Srnicek — Capitalismo de Plataforma.
Tarleton Gillespie — Custodians of the Internet: Platforms, Content Moderation, and the Hidden Decisions That Shape Social Media.
Shoshana Zuboff — A Era do Capitalismo de Vigilância.
Sérgio Amadeu da Costa — Capitalismo de Vigilância, Poder e Controle na Sociedade Digital.
Christian Fuchs — Digital Labour and Karl Marx.
Moishe Postone — Tempo, Trabalho e Dominação Social: Uma reinterpretação da teoria crítica de Marx.
Ruy Mauro Marini — Dialética da Dependência.
Sandro Mezzadra; Brett Neilson — The Politics of Operations: Excavating Contemporary Capitalism.
Cory Doctorow — Enshittification: Why Everything Suddenly Got Worse and What to Do About It

texto sensacional, muito obrigado pela pesquisa e pelo compartilhamento!!
TEXTO INCRÍVEL PRA CARALHO